Guerra Civil Maluca de Verão
Sozinho, olhando aquelas crianças brincando no parque, não conseguia parar de pensar no egoísmo de seus pais, colocando no mundo pessoas destinadas ao sofrimento e à depressão eterna que virá, apenas por um capricho social. Eles por acaso não pensam na guerra civil que virá pela falta de água no mundo? Não pensam em câncer? Acho que nunca sentiram o cheiro de um corpo em estado avançado de decomposição. A sua ignorância em relação à sua própria infelicidade é tamanha que esse egoísmo se vê contrapondo a uma vontade insana de compartilhar com seus filhos um sofrimento indizível, soando quase como uma bênção. Seus filhos terão, o que os pais nunca tiveram, não importa o que diabos seja isso. “Não sou egoísta.” pensa um pai, “desejo compartilhar minhas frustrações e minha dor com alguém que é parte de mim.”. Todo esse sentimento, maldoso e leviano, é o que guia os pais hoje em dia, em sua trajetória de destruir o mundo em que forçarão seus filhos a viver. Com certeza não escutam boas músicas, que a tempos, já predizem tempos de desespero. Não vêem filmes do Roland Emmerich da mesma forma, dizendo que Hollywood mente, o que vem a ser, de fato, uma mentira. Fico estarrecido de como uma cena tão bonita plasticamente, a de pais e seus filhos brincando no parque, possa esconder algo tão perturbador da alma humana. Um misto de frieza e mentira... criam filhos para guerras futuras, guerra entre pessoas, não entre nações. “Eu mato você, porque você quer o mesmo que eu. Não, não me importa se você é judeu, mas se for comunista, provavelmente não lamentarei sua morte.”. Esboço um sorriso de incredulidade, me sinto um vidente olhando aquela cena corriqueira. Mas também me sinto sozinho por ser talvez o único entre milhões que enxerga o futuro sem medo e sem fantasias. Não é a abundante felicidade que me cerca que mudará meu modo realista e lógico de pensar, eu sei o quanto as expectativas e as esperanças são elevadas nesse mundo e foram elas, as expectativas e esperanças veja bem, que me mostraram o mundo como ele é e o futuro que o reserva. A esperança é a negação da realidade, dizia um sábio. Cada expectativa frustrada, é mais uma pá de terra que você tira da sua cova, dizia outro. A única coisa que espero, com muita expectativa, é a minha morte... a surpresa de como será me excita. Talvez por isso o suicídio não me agrade. Mas agradará aquelas lindas crianças que brincam no parque quando a guerra começar. Seus pais já mortos estarão em segurança nos braços da morte. “Eu te amo minha filha!” diz o pai em voz alta. Eu me sinto mal por essa mentira, mas consigo sorrir ao imaginar a podridão que acompanhará aquela pequenina quando, sozinha no meio da cidade devastada, não terá o pai ao lado para protegê-la de um estupro. “Onde está o papai agora?” divago, me vendo no meio do caos, vivendo algo que apenas posso sonhar e supor, pois creio que tudo o que penso sobre o futuro daquelas crianças, será ainda pior. Antes de me despedir porém, sinto um medo profundo, são muitos os pais com filhos no parque. Cada casal, um história de calamidade e doença, de desespero e suplício por morte rápida. O garotinho ali no canto sobreviverá ao caos, desde que seus pais o eduquem com filmes como “Comando para Matar” e “Apocalipse Now” entremeados com todos os “Faces da Morte” para que ele se familiarize com a morte que o rodeará. Desiludido, começo a pensar que estarei perdendo uma grande festa quando a guerra estourar e isso me deprime. De repente sinto a manga da minha camisa sendo puxada por lindas e delicadas mãozinhas. Uma linda menininha me pergunta “Por que você está tão triste?”. Quando a encaro vejo seu corpo podre, com a boca inundada de bílis e porra quente. Necrofilia, sobrarão ossos apenas, quando tudo descambar para a inanição da população. “Pode me fazer um favor?” pergunto suavemente, sem responder ao seu questionamento. Ela diz que sim e então peço que ela se dirija a seu pai e diga a palavra estupro e coito anal. Acrescentei que eram palavras mágicas como abracadabra ou uma porra qualquer dessas. Ela sorriu e correu em direção ao pai dizendo a plenos pulmões “Papai!!!! Estupro e coito anal!”. Seu pai agarrou ela pelos braços quase arrancando-os. Ela aponta pra mim e pronto, em 2 minutos já não havia ninguém no parque. Me senti mal anos depois porque a guerra veio bem antes do que eu imaginava, ela me pegou ainda vivo. A falta de água tinha levado as pessoas a se voltarem uma contra as outras. Mas logo esse mal dá lugar ao delírio e regozijo de ver tanta morte e destruição. Quando se perde tudo o que tem, se tem liberdade para fazer o que se quer. Criado a base de jogos violentos e filmes de ação dos anos 80, saio matando a torto e a direito por prazer. E o prazer maior viria quando começasse a estuprar e transar com gente morta... morta, não em decomposição. Alegremente saía e pegava a mulher que eu quisesse sem medo de lei, de moral ou qualquer tipo de proibição. Mas veio o dia em que, num estupro brutal e violento, onde os gritos de dor e desespero não vieram, fiquei intrigado. Quanto mais brutal ficava, menos a mulher se mexia, como se aceitasse aquilo como uma verdade. Perto já da morte, ela pede que eu me aproxime de sua boca... ela sussurra “Estupro e coito anal!”. Meu único amor penso e, abraçado a ela, morro semanas depois de fome, sem me entregar à gula de comer sua carne... adorei morrer aos poucos com a menininha do parque apodrecendo entre meus braços, indefesa... sem seu pai hipócrita para protegê-la.
Escrito por Diogo Bulldog às 21h26
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Gogó
Pasmem, pois lá estava, como outrora... o deprimido menino. Estava triste pois até a presente data, não havia conseguido envolver carne quente e molhada envolta do seu pênis sensível. Até tentou imitar um famoso maluco de Barra Mansa que esquentou um bife no microondas e atochou na piroca para ter prazer, mas o cheiro do bife estava muito bom e ele o comeu. Sua crescente falta de sucesso, resultava em dor e agonia pois via seus amigos contando histórias de estupro, sodomia e violência sexual, como se conta, de peito estufado, a história de uma bebedeira de final de semana. “E você menino? O que fez esse final de semana no que tange o assunto da brutalidade contra a mulher?” perguntavam. O menino envergonhado, dizia apenas conhecer sua mão direita como mulher e que se esbaldou vendo I Feel Myself no computador, imaginando que aquelas meninas eram menores de idade para o aumento do prazer. Mas o menino, tadinho, além da vontade de ter um coito violento, também colecionava uma coisa estranha... fotos de gogós! O malfadado menino, tinha pilhas e pilhas de fotos de gogós masculinos. Ele não admitia que as pessoas falassem gogó, como se estivessem mandando o Gó ir pra algum lugar e não gó-gó, como uma galinha desbicada. Uma vez tinha sido expulso de um bar, onde tentava infrutiferamente ter de fato o coito, por não ter aceito o fato de ter se pronunciado sobre o modo correto de se dizer a palavra. Sua opinião nunca valia em lugar nenhum e quase sempre despertava a ira e a cólera de seus semelhantes. O menino fazia questão de aplicar o Teorema de Pitágoras em todos os gogós que tinha a foto, pois dependendo do resultado ele podia afirmar o quão homem o cara era, o tamanho e volume do seu pênis e se sua voz estava mais para Cid Moreira do que para Tiririca. Isso o deprimia porque o pobrezinho não tinha nenhum gogózinho sequer. Até tentou provar a sua teoria em escolas de genética e matemática... mas era sempre espancado e as mulheres cuspiam nele puro catarro. Mas, uma vez menino, sempre mendigo... então ele viu sua sorte mudar. Viu na internet uma diva que mudaria sua vida para sempre. Lógico que burro como só, reparou isso dias depois que encontrou, em uma boate gay, onde transformistas e travecos se apresentavam, um travesti que além de lindo, era cheiroso e tinha um PUTA de um gogó! Maravilhado, o menino foi até o camarim pedir para tirar uma foto com o travecão e, ao vê-lo pelado e escutar a sua voz, pensou estar diante de um fenômeno. Como poderia um ser com um caralho extremamente volumoso e longo, com uma voz de uma grossura semelhante à pica rija e ainda por cima gay?! Isso jogava por terra a sua teoria do macho pelo gogó. Sem temer pela sua vida, o menino pediu gentilmente “Travecão, posso, por favor, fotografá-lo e gravar a sua voz?”. Sem entender nada o travecão, tirando a pesada maquiagem, respondeu que sim e para não ser mais chamado de travecão pelo menino, revelou seu nome artístico... Lady Gogó! O coitado do mendigo menino tremeu e pôde riscar da sua lista de coisas pra fazer antes de morre, algo que achou que nunca conseguiria... gozar sem colocar a mão no pau! Era o número 5 da sua lista e ele conseguira. Lembou-se de uma conversa ao pé do ouvido com um amigo, de grande gogó, sobre o medo de perder as mão e nunca mais ter condições de bater aquela punheta e esporrear em sua própria barriga. Não mais carecia desse medo, pois conseguira o impossível. A partir daquele ponto, com fotos, carinhos e afagos, o menino enfim acabou na cama com alguém. Ainda que traveco, dos lindos e cheirosos mas ainda traveco, o menino envolveu carne quente e molhada ao redor de seu delicado piruzinho. O bate-saco constante, trouxe alegria e êxtase... o menino riscara um monte de coisas de sua lista e de tão feliz, enfartou e morreu com o pau dentro do traveco, algo que estava no final de sua lista de coisas pra fazer antes de morrer... Lady Gogó, deixou que o menino esfriasse dentro dela e, ao vira-lo de lado, para que tirar o corpo de cima de si, viu o menino deixar sua listinha cair de sua mão... tudo riscado, menos o primeiro e mais importante... o menino nunca comeria uma mulher.
Escrito por Diogo Bulldog às 19h21
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O Tormento de ser Eu Mesmo
Tentando em vão ser feliz, lá ia Diogo tropeçando pelos caminhos da vida. Prestes a completar 30 aninhos, olhou para trás e viu o vazio de sua vida... para frente, a incerteza, a grande sombra que impede a visão futura de alguém que não tem esperança. Pois é a verdade quando diz o velho ditado de tempos esquecidos "A esperança é a negação da realidade.". Temente, vacila o pobre menino. Deprimido o menino então chora. A dor não o abandona e as saídas estão fechadas, a dor se torna eterna. No semblante carrega o fardo de nunca ter correspondido aos anseios de família, amigos, namoradas e afins... nem as do inimigo que, desejoso do confronto, encontrava apenas a apatia de um ser relapso. Qual a honra ou a glória de derrotar um bastardo que já abandonou o próprio desejo de viver? Estupro Depressão Câncer Prontificou-se a ser uma pessoa boa. Tenta ser pelo menos, mas sempre fracassa. Já viu dor e lágrimas em olhos que já amou. Já ouviu lamúrias de bocas que antes diziam "Eu te amo!". Num tapa na face, mãos que já acariciaram e rejeição onde antes havia afeição. Perguntava-se então o porquê das coisas e, como todos sabemos, não encontrava respostas. Religiões não explicavam, psicólogos também não. Sábios, mestres... muito menos. Deitado sonha vidas que não são suas. "Estou indo para o trabalho." ele sonha. Abraça as filhas, beija a mulher que ama, segue radiante pelas ruas. Nos jornais, a notícia de que Lula fora derrotado na eleição. Acorda então... o relógio já marca uma hora onde todos trabalham. Naquela manhã disseram à vida palavras de carinho, à mulher amada dirigiu olhares cheios de significados, perpetuaram-se no mundo. Se não podemos então viver eternamente, que nossas obras façam isso por nós. Na lembrança dos filhos e netos, na sociedade um nome lembrado, vivem eternamente os homens que amaram, que trouxeram ao mundo boas criações. Amputação Transtorno Bipolar Tuberculose E dor tamanha carrega aquele menino, outrora mendigo. Boa educação ele tem assim como boa é sua estrutura familiar. Odeia então gente feliz. Deseja não acordar dos bons sonhos e também não deseja dormir para tê-los. Insônia, ele precisa de remédios. A vida lá fora não para. Cada janela que olha de seu quarto, imagina histórias de felicidade. São tantas as janelas. São tantas as pessoas e ainda aquelas que nada tem, um sorriso. Mais um dia elas pensam... menos um dia ele pensa enquanto pondera "Quando vou morrer?". Morrer é preciso, mas morrer no esquecimento o tormenta. "Onde está você?" pergunta-se, "Por que não está aqui comigo, no meu leito de morte?" Ulisses disse a Polifemo ser Ninguém, ainda que fosse um grande herói. Diogo era de fato ninguém e ninguém o quis. Ninguém chora por ele, ninguém o ama, ninguém está nem aí para ele... ninguém, não Ulisses. Os filmes da vida dos outros são recheados de boas trilhas sonoras, bons enquadramentos, fotografia e figurinos impecáveis. A vida dele se resume a cortes mal feitos, péssimos efeitos digitais e um roteiro horroroso. O roteiro termina em morte dolorosa. Canibalismo Esquizofrenia Peste Bubônica Quem é você para julgar o pobre menino? Sim, você com certeza é alguém capaz de formar uma opinião sensata. Você é uma pessoa de bem, alguém que afeta o ambiente. O vento não passa por você, você não é invisível, você é a prova de que a vida é algo bom. Ao final de um dia, de uma semana ou até mesmo no fim da vida, você será o rei do seu castelo, senhor de sua própria vida. Sim, você pode julgá-lo. Mas seja franco, você já riu de pelo menos uma de suas piadas ridículas sobre doenças degenerativas. Já teve com ele bons momentos não é? Então carregue seu nome onde for, diga a seus filhos que um dia conheceu um cara que conheceu apenas a dor e a desilusão da vida. Impeça-os de serem como é o menino mendigo. Se há um legado a ser deixado, que seja o do exemplo a não ser seguido. "Não meu filho, não faça isso. O Diogo fez e veja só, se fudeu, sofreu, se deprimiu, se contagiou, se entregou, se machucou... sim meu filho ele foi amado e amou acima de todas as coisas pessoas que hoje são felizes." diga isso a seus filhos e complete "Sim meu filho, essas pessoas são felizes, porque ele acabou com a vida delas e qualquer coisa depois dele, por pior que possa ser essa coisa, é melhor do que viver com a culpa de tê-lo amado um dia." Suicídio Psicose Lepra
Escrito por Diogo Bulldog às 02h31
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Blâs-Uwako - Uma Breve História
Quando pessoas sem noção e incrivelmente lesadas ficam bêbadas, cria-se um ambiente propício para a liberdade criativa e doentia da mente do Menino e seus amigos. Nos áureos churrascos de sábado que rolavam na casa deste maltrapilho, nos tempos em que tudo se resumia a beber e criar, 4 amigos reunidos tiveram a idéia de fazerem um som experimental. Ainda adotaram uma adoravél garota como produtora que deu sua enorme contribuição rindo... se ria estávamos no caminho certo, se não, refazíamos o som. Seus integrantes eram: Diogo Bulldog, (vocalista/instrumentista/faz tudo), Rubinho (espancador de violas/vocalista), Furmiga (vocal e gato) e Júnior Negão (o famoso vocal pela-saco). Então lá estavam esses meninos perdidos.
A primeira música a ser criada se tornou um clássico imediato. Lógico que não tocou em rádio e em lugar nenhum devido ao seu conteúdo ofensivo e pornográfico pois era uma ode ao maior gozador dos filmes pornô, Peter North. A música em sí se chamava "O Trash do Peter North", com letra e melodia criadas na hora como um bom repentista. Começando a música sendo elevado aos céus, quando é declarado Senhor Amado como o Cristo, termina a canção tomando no cu e chupando o pau da Savanah, esta última uma linda mulher que se suicidou. Já no fim, quando achamos que a música acabou, Peter North pega Diogo de jeito e goza na boca dele, matando-o afogado na onda de gozo. Diz a lenda que Peter assassinou Diogo com um jato de gozo porque no meio da música o vocalista acusa Peter de não ser o Homem-Aranha e ainda afirma, o vocalista, que Peter irá chupar o pau dele. Pagou com a vida. Alternando momentos acústicos de rara beleza com uma gritarra furiosa, acompanhando o vilão que virou bateria, "O Trash do Peter North" é um marco na vida da banda que veio a se chamar Blâs-Uwako.
Outras músicas são criadas, quase todas baseadas em canções do Fábio Júnior. Quado da preguiça de criar suas próprias músicas, a banda se apoderou de uma daquelas revistinhas de crifras de violão do cantor citado, até mesmo a de uma música em que ele fez um dueto com a diva Bonnie Tyler. "Sem motivos para sonhar" era o nome. Largando a guitarra de lado, todas as músicas agora eram acompanhadas de um teclado. Ninguém sabia tocar essa porra, então de improviso criou-se clássicos da performace amadora mostrando o espírito criativo dos integrantes. Podia-se, por exemplo, deliciar-se com as magistrais rimas iprovisadas de Rubinho ou com perguntas de cunho filosófico de Furmiga como quando ele, melancólico, se questiona "Gostaria de saber por que o He-man nunca mais ouviu walkman.". Em relação ao Júnior Negão fica a questão... o que ele estava fazendo lá? Sim amigos, nos mostrando como não devemos fazer as coisas, como errar letras, fazer barulhos fora de hora e tudo mais. Podemos dizer que ele era uma peça imprecindível no processo, nada seríamos sem ele. Não é lembrado a quantidade de músicas desse primeiro trabalho, mas isso pouco importa pois Blâs-Uwako é algo que transcende a realidade e hoje vaga pelo universo como ondas de rádio.
O segundo trabalho conta com algumas modificações, como a saída do gato do Furmiga e entrada do gato do Vinicíus e a primeira música feita com uma letra escrita antes. Essa letra conta a saga de um outro grande herói da humanidade, o ator, músico e divindade Jon-Mikl Tor. A letra já dizia, em subliminares mensagens, o fim de seu mais famoso filme "Zombie Nightmare". Muito antes de Shyamalan e seus finais reveladores, Jon-Mikl Tor já fazia filmes assim. A música dizia "Todo lorinho e fortão, ele é o campeão. Jon-Mikl Tor é legal, na verdade ele é anjelical." entregando assim o fim do filme. Para nossa sorte, apenas mentes insanas viram a película e apenas mentes mais insanas ainda ouviram a música. Na mesma música aparecem Diogo Bulldog e Rubinho Undertaker, mostrando para o mundo sua sagacidade. Criando pérolas da poesia pornográfica, a banda alcançou o ápice da sua criatividade com músicas como "Venho comer meu cu. Vem e chupa meu pirú.". Esta última choca o ouvinte com o que há de mais grotesco na mente humana com uma melodia de fundo que beira o lirismo dos grandes mestres, antagonismos que juntos elevam a alma. Há músicas no estilo metal-clássico de Meat Loaf, como a que conta a batalha épica entre Moscrinos (uma da personagens mais bacanas criadas pelo Menino Mendigo) contra o Mostro Horrível. Moscrinos terá sua vida e criação contada em uma história a parte. A diversidade diatava a regra nesse disco e quando se achavam esgotadas as idéias de ritmos eis que criamos um mantra na rápida e apocalíptica "Mantra do Pennywise".
Perdidos estão todos esses sons no tempo, vagando como dito mais acima, em ondas de rádio pelo universo. Os que ouviram ou participaram da criação dessa obra-prima da música experimental, hoje estão bem de vida... casados, ricos, felizes... menos um pobre menino que vive em dor e desespero desde que nasceu.
Escrito por Diogo Bulldog às 14h24
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Todos sabem o ícone sócio-cultural, atermporal, que é o personagem Diogo Bulldog "O Menino Mendigo". Por se tratar de tão icônico personagem, criado por mim, sendo o próprio eu mesmo em sua vida desgraçada, falaremos um pouco sobre as origens dessa criação e das criações que ele criou.
O que seria de Diogo Arneiro, hoje um homem à margem da sociedade, sem seu alter-ego louco, de idéias estapafúrdias e um jeito repelente de mulheres? Muitos são os que perguntam sobre as inúmeras, realmente são inúmeras, histórias verídicas que aconteceram com o probre menino. Muitas das vezes desacreditado tamanho o absurdo das situações, Diogo tem a seu favor testemunhas oculares, mas nem precisaria, a sociedade já prova acreditar quando o pune mesmo sem conhecê-lo. A aura criada pelo personagem, impregnada no criador, já entrega o pobre menino à rejeição, ao escárnio e à exclusão social. Para sorte de Diogo Bulldog há pessoas no mundo com um senso de humor doentio, o que permite a ele ter amigos. São incontáveis os seus talentos, muita das vezes renegados pelo simples fato de morar num país de merda como o Brasil, fato tal que o deprime. Sabe muito bem Diogo que, se nascesse nos EUA ou em algures do mundo de verdade, teria se tornado, não um ícone sub-aproveitado e triste, mas uma estrela da mídia e extremamente rico. Antes de Jackass, antes de Jack Black, antes da Arte de criar o absurdo sem entorpecentes... lá estava o menino a chocar o mundo quando no ventre da mãe, tentou se matar.
O início de tudo vem então, do último trecho da última frase do parágrafo acima, história já contada outras vezes mas que não custa lembrar rapidamente. No ventre da mãe Diogo descobriu que ia nascer no Brasil. Sem pestanejar, enrolou o cordão umbilical no pescoço e tateando no escuro, encontrou uma cadeirinha. Nela subiu e sorrindo, deu um passo a frente. Enquanto sufocado, se contorcia, rindo a contento, nasceu... e ali começou a vida do menino.
Pulando sua infância, quando viu "Comando Para Matar" e "Conan" umas 365 vezes e "Rambo" outras dezenas, nada de mais interessante aconteceu em sua vida. Talvez o fato de ter batido a cabeça em diversos lugares e modos diferentes, tenha contribuído para o que, em sua adolescência, viria a se tornar um dos Maiores Ícones da Sub-Cultura Barramansense, quase tão folclórico quanto Quén-Quén, Feio, Maria Bacia e Estou-Morgado. (O que convenhamos é uma porcaria de nada.)
Já completamente maluco nessa época, metaleiro de primeira linha, criou amizades que de fato, foram decisivas na criação do polêmico personagem. Histórias serão contadas em outras oportunidades, mas aqui teceremos um pouco da genialidade do criador e da ciratura que se confundem entre si até mesmo para ele mesmo. Fãs então de telecatch, resolveram Diogo e Rubinho, criarem seus alter-egos mediante a escolha de um lutador a quem fossem parecidos e fãs. Já naquela época, Diogo era o Shyriu de Dragão e Rubinho o Yoga de Cisne... alguém devia ser o Shun e ninguém queria ser o Seiya. Muitas batalhas épicas foram travadas entre esses dois no meio da rua e a filosofia de derrotar o inimigo até a morte e perdoá-lo antes dessa o levar se tornaram clássicas e assinaturas em algumas obras, que falaremos adiante, do Menino Mendigo. Nos fins-de-semana, já nerds desde o nascimento, preferiam ficar em casa vendo Arquivo-X do que sair pra pegar mulher e claro, vendo as sensacionais lutas da WWF, torcendo por seus heróis e glorificando Horovitz, o único lutador de segunda que vimos vencer um astro principal. Rubinho era cópia carbono do maior de todos os lutadores, na ativa até hoje em alguma confederação de lutas, Undertaker "O Coveiro"... tornou-se então, Rubinho Undertaker e com ele não tinha coré-coré. Diogo se assemelhava em força e honra ao falecido British Bulldog, um Grande Campeão... nascia ali então, Diogo Bulldog. Mais uma vez, lutas épicas, que atravessavam a cidade e duravam uma enternidade eram travadas em meio às pessoas que chocadas, paravam em reverência ao embate... mas a verdade era que paravam para identificar de quem eram filhos aqueles dois para criticar seus pais nas fofocas do fim de semana. A filosofia dos Cavaleiros se manteve intacta, a morte redentora. Já nessa época, Diogo Bulldog desfrutava de fama, ruim, entre os cidadãos, taxado de drogado, maluco e afins. Ali era dado então, o primeiro passo para o que culminaria com o nascimento de Diogo Bulldog "O Menino Mendigo", porque herói que é herói tem que ter nome e codinome.
Diogo Bulldog "O Menino Mendigo" - Cineasta:
A mente fervilhante do menino atirava para todos os lados da sua criatividade doentia e mórbida, resolveu então fazer seus filmes. Foram muitos curtíssimos mas destacaremos aqui os 3 mais famosos e de maior sucesso. Trabalhando como Roteirista, Diretor-Faz-Tudo e provando ser um ator melhor do que qualquer porcaria que se vê no país, Diogo criou, com amigos que serão citados abaixo juntamente com outras informações, filmes épicos, com efeitos especiais de primeira linha e um bom roteiro criado na hora.
- O Policial Mágico:
Diretores - Diogo e Rubinho
Roteiristas - Muita Gente
Atores - Policial Mágico e Cid Moreira (Rubinho), Bandido Mascarado (Diogo)
Efeitos Sonoros - Rubinho
Câmera - Estante do quarto do Diogo e alguém que apertava o botão
Efeitos Especiais - Júnior Negão, Pipoca e quem mais tava no quarto.
_Filme extremamente curto, deve ter menos de um minuto, onde uma reportagem do Jornal Nacional, na voz de Cid Moreira (Rubinho), revela uma reportagem exclusiva de como o Policial Mágico (Rubinho) invade o "QG do CV" e desmascara o Bandido Mascarado (Diogo). Ao invadir o barraco, os dois personagens ficam sambando um na frente do outro até que, com uma palavra mágica, o Policial vai tirando peça por peça de roupa do Bandido até que sua máscara é retirada, expondo a verdadeira face do homem. Com exelentes truques de câmera e atuações muito boas, o filme quase não foi visto, ainda que tenha sido um sucesso. Destaque para a faixinha do Rambo-da-Paz na cabeça do Diogo que acabou o filme só de cueca.
- O Policial Dão:
Diretores - Diogo, Vinícius e Dão
Roteiristas - Diogo,Vinícius e Dão
Atores - Diogo (Policial Sem Nome 1/Chefão), Vinícius (Policial Sem Nome 2/Único Cara do Quarto 2) e Dão (Policial Dão/Único Cara do Quarto 1/Cara Com Arma)
Efeitos Sonoros - A boca da galera
Câmera - os 3 de sempre
Efeitos Especiais - Diogo
_Quando o crime domina a cidade, 3 policiais durões resolvem invadir a mansão do chefe e levar morte a todos que aperecerem na frente. Com um início avassalador, quando Policial Sem Nome 1 (Diogo) mete o pé na porta juntamente com Policial Sem Nome 2 (Vinícius) e saem atirando no Único Cara do Quarto 1 (Dão), o filme não dá sossego para o espectador. Em outra cena arrasadora de ação, muito antes de Matrix, Policial Sem Nome 1 e 2 invadem outro quarto e matam outro Único Cara do Quarto 2 (Vinícius) que se entorpecia sem parar ouvindo Punk Rock. Saindo para a varanda, um Cara Com Arma (Dão) fere Policial Sem Nome 1 que ainda assim, num ato heróico, joga uma granada que mata o atirador numa cena de explosão de tirar o fôlego. Nesse momento chega o Policial Dão para reforçar mas ele e o Policial Sem Nome 2 se deparam logo com o Chefão (Diogo) que mata o Policial Dão e fere de morte Policial Sem Nome 2. Sedento de vingança, Policial Sem Nome 1 arma pra cima do Chefão e o mata enquanto ele dorme na cena mais assustadora do filme que é ligada diretamente à mais dramática quando com o corpo do amigo nos braços, Policial Sem Nome 1 grita "Nooooooo!" sem aceitar a morte do amigo.
- O Bicheiro Amaldiçoado:
Diretores: Diogo e Patrick
Roteiristas: Diogo e Patrick
Atores: Bicheiro Amaldiçoado (Diogo), Patrick (Patrick), Regina (Regina Ratinha) e Mulder (Hamster de estimação do Diogo)
Efeitos Sonoros - Não tem
Câmeras - Diogo e Patrick
Efeitos Especiais - Os 2 de novo
_Um pedinte chaga a uma casa e é severamente expulso por Regina (Regina Ratinha). Ela é advertida por Patrick (Patrick) que o cara em questão se tratava do Bicheiro Amaldiçoado (Diogo), um ser capaz de se tranformar em Demônio. Louco de raiva, o Bicheiro usa de magia milenar da escuridão para invocar 3 demônios e ganhar poderes nunca antes imaginados pelo homem tal como, força bruta, intangibilidade e o poder de tranformar pessoas em ratos. Usando de seus poderes, após uma macabra e alucinante cena de transformação, Bicheiro Amaldiçoado invade a casa sorrateiramente, usando seu poder de ficar intangível. Primeiramente mata a facadas, a pobre Regina, que dormia um sono tranquilo. Ainda mais louco de raiva e descontrolado pelo cheiro de sangue, Bicheiro vai à caça de Patrick que a essa altura tenta armar um rifle para matar o Bicheiro. Mas Bicheiro, entoando palavras a muito esquecidas de magia negra, o tranforma num rato, numa cena repleta de efeitos especiais. Com o mísero rato perambulando pelo recinto, Bicheiro pula e o esmaga com os pés, tento assim, sua vingança. Destaque para Mulder, o melhor ator do filme.
Ainda podemos citar outros filmes menores e de menor sucesso como "Meu nome é Vovô" também conhecido como "Ê Vovó! Ê Vovó! ÊÊÊÊÊ!", "Homem se Machucando ao Descascar uma Batata", "Uma Luta Épica no Aniversário do Diogo" e "Dotôzio? Doutor Luiz Carlos?" onde numa magistral interpretação, Diogo dá vida a Toni na voz do próprio... agora quem é Toni?. Nunca saberemos. Também podemos creditar ao Menino a direção e participação como vocalista no clipe da música "Trash do Peter North" da sua banda alternativa Blãs-Uwako, que será tema de nosso próximo tópico.
Esses filmes foram vistos e revistos e cremos terem se perdido no tempo, ou não. Se um dia colocármos as mãos neles de novo, com certeza irão parar no Youtube. Todos foram feitos com amor ao cinema de qualidade quando imperava a mesmice no cinema mundial.
Escrito por Diogo Bulldog às 23h04
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Um bom Aviso
Resolvi colocar todos os meus contos (49 ao todo) num arquivo .rar pra quem quiser ler as merdas que escrevo sem ter q acessar o blog. Uma nova etapa de histórias serão escritas contando a origem do personagem Diogo Bulldog "O Menino Mendigo" e suas incursões em diversas áreas como cinema, música, quadrinhos e literatura. Passeando assim pelo imenso poder criativo de Diogo Bulldog, enaltecendo sempre suas parcerias e a importância destas. Adiante trarei apenas histórias reais, deixando então a ficção um pouco de lado. Para quem quiser uma leitura fictícia da vida do Menino Mendigo no conforto do lar então, basta acessar o link abaixo. É só clicar em "free" no fim da página e baixar o arquivo, que é pequeno, mas dentro contém milenar sabedoria.
Enjoy!
http://rapidshare.com/files/62787799/Contos.rar
Escrito por Diogo Bulldog às 16h51
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Bang Bang Bang In Other Man Anus
A alguns anos, uma luta pela supremacia do macho no mundo. Totalmente fotografada por um repórte eis a briga:
Foto do dia em que Diogo Bulldog "O Menino Mendigo" desafiou o Henry Rollins pra porrada! Mas como o Henry Rollins é muito mal, Diogo ficou cagando de medo, pois temia ser duramente estuprado! Diogo tinha feito a barba igual ao de muitos caminhoneiros americanos, isso tudo para ficar com cara de mal e assustar as pessoas. Só que ele foi desafiar logo o Henry Rollins e deu no que deu. Depois de ser derrotado em um primeiro momento, apenas pelas palavras, O Menino Mendigo pensou seriamente em virar evangélico, fazer a barba e parar de sair com travestis.

A batalha entre Diogo Bulldog e Henry Rollins continuava!
Diogo consegue fugir da fúria de seu oponente que, irado, manda seus capangas segurarem o pobre Mininu Mendigo!
Furioso por estar sendo perseguido e espancado pro inúmeros capangas de Rollins, Diogo invoca o poder de Shazam para se tranformar em Capitão Marvel!!!!! Mas para a sua surpresa ele se transforma em Lex Luger em toda a sua glória! Agora Rollins tem um oponente à altura e não um FILHO DA PUTA medroso q chorou e mijou nas calças ao saber q enfrentaria Rollins e q teria suas bolas fritas naquele mesmo dia!
Viva Diogo Bulldog! Viva Shazam! Viva Lex Luger o defensor da América!

Após a ameaça de Lex Luger, Rollins fica sabendo de um antigo rumor q dizia q Lex tinha um pequenino pênis, inofensivo como uma mosca.
Quadrinho 01) Luger seu bastardo de uma figa, dizem as lendas que vc possui um pequenino pênis, inofensivo como uma mosca. Sendo assim, meu sedoso ânus não será, jamais, afetado!
Quadrinho 02) É deveras verdade que eu tenho um pequenino pênis, inofensivo como uma mosca, mas também é verdade que posso invocar, com o meu poder, diversos brutos cheios de veia!
Quadrinho 03) Sério?! - Rollins demonstra estar com um medo terrível - E qual Bruto Pirocão vc seria capaz de invocar?
Quadrinho 04) - Com um coro de crianças a cantar o refrão, Lex Luger aponta, para o pai do Pirocão!
Quadrinho 05) - O dono do Bruto Pirocão é ninguém menos do q Rocco Siffredi, que aparece de forma sensual, demostrando desejar desde já o sedoso ânus de Rollins. - Venha cá bonitão, me dê esse seu cuzinho para que eu arrebente as suas pregas e goze no seu intestino!
Quadrinho 06) - Rollins entra em um desespero profundo, sua vida passa diante de seus olhos e ele clama aos céus por um milagra q não ocorre... em desespero ele grita, um berro hediondo que deforma seu rosto. - Ô NÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!!!! - Se ajoelha no chão, raios e bolas de fogo caem do céu, Rollins chora pelo seu amargo destino... as pregas do seu cú seriam mutiladas... um fim terrivel para tão fogoso garanhão.

Borat já perguntava no Cazaquistão "Do you like to do bang bang bang in other man anus?"
Escrito por Diogo Bulldog às 18h02
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Meu Campo
As coisas realmente não estavam boas para aquele rapaz barbudo. Ele estava fracassando onde muitos outros tiveram sucesso. Ele fracassou quando adotou a infalível "Filosofia Enéias". Cansados de serem chamados de carecas, muitos deixaram a barba extremamente grande. Diogo nunca tinha sido chamado apenas de careca, mas sim de careca filho da puta, careca falido, careca inútil e careca mais adjetivos maldosos. A adoção da "Filosofia Enéias" então se mostrou uma verdadeira benção para os carecas, porque eles dexaram de ser "Aquele Careca" e passaram a ser "Aquele Barbudo". Deixando a barba crescer imensamente, Diogo saiu na rua. Um criancinha, com a boca lambrecada de sorvete, parada no ponto do ônibus com sua mãe, olha pro desgraçado e diz "Olha mãe, um careca filho da puta e ao seu lado um cara barbudo.". Diogo olha pro lado e vê um careca barbudo. Possuído pelo demônio, ele começa a chorar e antes de sair correndo de vergonha, dá um tapa na mão do menino e derruba seu sorvete. Sem titubear o menino grita "Mãe aquele careca malvado jogou meu sorvete no chão.", e todos gritam "Pega o careca! Pega o careca!". Alcançado metros depois, Diogo é preso e torturado. A povo exigiu que ele fosse humilhado em público e o governo, sentindo o clamor da multidão, fechou a Rio Branco num agradável domingo de primavera e fez um desfile de um careca só. A multidão gritava em uníssono "Pega o careca!" enquanto jogavam estrume humano nele, copinhos de mijo, camisinhas gozadas e comida podre. Eram mais de 2 milhões de pessoas e nenhuma reparou que ele tinha barba.
Voltando para a cadeia, Diogo resolveu passar o tempo estudando grandes ditadores modernos e suas obras. Mas descobriu logo que a maioria dos ditadores modernos eram comunistas safados, porcos bolcheviques. Ele esperava que com eles, pudesse aprender a dominar as massas, pois achava que seu semblante de fracassado fosse a razão de toda a sua ruína. Não que fosse apenas o semblante, ele era realmente um caso único de fracasso total no mundo, além de ter sido considerado pela revista Time, como o cara mais triste vivo. Começou então a ler o "Mein Kampf". Com essa leitura, aprendeu um pouco a dominar uma oratória forte e impositiva e ainda aprendeu os dogmas anti-semitas. Diogo não era anti-semita, mas depois de tudo o que sofreu, se tornou um anti-ser-humano, canalizando a raiva com que Hitler tratava os judeus e os comunistas do leste para todo e qualquer ser-humano desse planeta. Mesmo tendo aprendido bastante, Diogo achou Hitler um verdadeiro babaca. Sua oratória era sim, muito boa, mas ele perdeu toda a razão ao se suicidar, como Diogo ficou sabendo ao ler a sua biografia. O pobre menino acreditava que um bom orador podia convencer o inimigo de que ele estava certo, mas Adolf preferiu a maneira mais fácil de sair daquela situação.
Ele começou a teinar todos os dias. Estudava com afinco as regras e técnicas para falar e convencer. Estudou também grandes nomes como Aristóteles e Cícero. Descobriu que estava no auge quando, 10 anos depois de começar o treinamento, conseguiu convencer seu reflexo no espelho a nunca mais aparecer na sua frente. Testou o mesmo com sua sombra e ela se foi. Ele estava tão poderoso que temia que se ele falasse consigo mesmo seria convencido. Chamou o guarda e com uma oratória brilhante, o convenceu a fuzilar todos os presos do corredor e depois se matar. Só que Diogo, burro pra caralho, se esqueceu de pedir pro guarda abrir a cela primeiro e este, se matou bem longe da cela, na entrada do corredor. Então, ele pode sentir a dimensão e o peso da sua palavra... "Levante-te e anda!" e o guarda, morto, se levanta e sai andando. Sai andando pra fora do corredor e Diogo desesperado grita palavras de ordem.... tarde demais. "Se posso ressucitar os mortos, posso fazer qualquer coisa!" pensou vibrante. "Abra-te Césamo!" e a cela se abriu. Depois disso, partiu para conquistar e dominar o mundo. Por onde passou, ordenou morte e violência, mas a morte pouco durava, pois Diogo aproveitou para montar seu exército de mortos-vivos, um sonho de infância que ele tinha desde que viu "Evil Dead - Army of Darkness". Encontrou o menino do sorvete, já crescido, e o obrigou a chamá-lo de barbudo. Sim, Diogo apesar de tudo, continuava a seguir a "Filosofia Enéias".
Agora ele era praticamente um semi-deus, ele dividia o mar como Moisés, era comparado em beleza com o Brad Pitt e estava mais rico que o Bill Gates, a quem obrigou que fizesse um depósito bancário com toda a sua fortuna na conta do menino. O objetivo principal era fazer com que todas as pessoas do mundo fossem tristes, na ditadura do Menino Mendigo, ninguém seria feliz. Diogo ria do circo de horrores que criara, principalmente da "Noite da Amputação e do Estupro" quando ele ordenava que as pessoas se amputassem e estuprassem seus semelhantes com muito remorso e dor. Era uma recriação moderna do coliseu romano, mas para o entretenimento de uma só pessoa. Desenvolveu um sistema de som mundial para que sua voz fosse ouvida em todos os cantos do mundo. Levava consigo um pequenino microfone que quando falava, o mundo todo obedecia... não só pessoas, como também animais e objetos. Porém, nas comemorações do seu primeiro ano de ditatura total, absoluta, violenta e genocida, Diogo a viu. Viu ela entre todos os seus súditos e ali mesmo a amou. Ordenou que o vento soprasse seus cabelos loiros, mandou a luz do sol refetir seus olhos verdes e exigiu que o tempo corresse devagar pois iria mandar ela vir correndo em sua direção e assim teria uma linda cena de filme onde finalmente encontra o amor. O tempo diminui, ele manda ela vir... e ela não vem. Ele fala mais alto, gesticula e nada. Furioso, manda tudo voltar ao normal e diz pra ela "Eu exigo que você venha aqui, diga que me ama e me peça sexo anal brutal!!!" Ela não se mexe mas diz "Eu não o amo e só faço sexo com pessoa que tenha cabelo e não com carecas.". Possuído completamente pelo capeta, Diogo parte pra cima dela para socar a cara da piranha no poste, mas fraqueja... ele a ama demais e como todos sabem, o amor é o ponto fraco do ditador. Cai de joelhos no chão, mais triste do que nunca antes e percebe que sob o objeto do seu amor, não tem nenhum poder. "Você não me ama?" ele pergunta chorando. Ela afirma que não e diz que na verdade o que sente por ele é ódio. Diogo, transtornado de dar dó e muito confuso, descobre que um antigo temor seu era verdadeiro, o poder de convencer a si mesmo. Descobre isso ao pensar em voz alta "Eu desejo morrer a não tê-la."... e morre ali mesmo. Um menino passa por ali com sua mãe e diz "Olha mãe... um careca morto."
Escrito por Diogo Bulldog às 03h50
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Um Herói Muito Cheiroso
Não há novidade quando dizemos que "Assim como a água é transparente e o Sol é quente, o Diogo é um perdedor fracassado filho da puta do caralho que só se fode e se afunda cada vez mais na melancolia, na tristeza, na doença e na vergonha por parte de si mesmo e na exclusão por parte dos demais.". Assim sendo há de se ressaltar que há segundos, sim, segundos apenas, em que Diogo é realmente feliz. São segundos que fazem valer a pena viver essa vida de merda. Tirando os anos em que amou e foi amado, foram pouquíssimos os segundos de felicidade que ele teve. No dia de hoje, 5 de julho, um dia após as comemorações da Independência do Maior e Mais Glorioso País do mundo, Diogo teve esses segundos. Antes que se pergunte, sim, Diogo ainda ama e venera os EUA mesmo este sendo causa de muita dor para ele. Mesmo negando a entrada do pobre rapaz em seu território, o amor pela Grande Nação não cessa, como o amor eterno entre dois amantes. Essas dores, essa depressão salpicada de melancolia, misturada com tristeza, doenças e afins foram esquecidas... naqueles breves segundos.
Em casa sem nada pra fazer, Diogo fica sabendo que Jack Bauer está na cidade. Procura incessantemente então, informações sobre que horas e onde estará seu herói. Munido da informação, Diogo sai, em plena convalescença e com menos sangue no corpo (tinha retirado um naco para exames), numa busca épica até a mais famosa praia do mundo... Copacabana. O ônibus gelado, fazendo-o se retorcer de dor e alimentando sua rinite alérgica, o PSP dando pau e não querendo tocar músicas. Nada porém impediu que Diogo fosse atrás de seu herói. Só não contava com o amadorismo do motorista que o deixou quase em frente ao Meridien, pois não podia parar no meio da pista, já que a que beira o calçadão estava tomada de máquinas para o porra do Pan-Americano. Reunindo forças sabe-se lá de onde e com a cabeça a explodir de dor, foi andando em direção ao Copacabana Palace e lá se prostrou.
Durante 3 horas agoniantes Diogo se manteve são apesar de tudo. Ele estava sozinho, como sempre em sua vida de excluído desgraçado, e via amigos e amigas conversando, casais felizes namorando, pessoas ricas em carrões e Lenny Kravitz. Todos tinham máquina digital, todos tinham celular com câmera... todos tinham dinheiro para um biscoito ou um sanduíche. Diogo nada disso tinha, mas apenas a força de vontade de ver seu herói. Vários foram os alarmes falsos, como a chegada do já citado Lenny Kravitz que arrogante, desdenhou dos parcos fãs que o aguardavam. Alguém mais tarde o mostraria como se trata um fã.
Pontualmente às 21:15h param 3 citroëns pretos fodássos na frente do hotel, seguranças fazem um cordão de isolamento. Diogo prende a respiração, ele está de frente pra saída do hotel, atrás do carro do meio que, corretamente, supôs que levaria o Maior Herói de Todos os Tempos. Os fãs agitados, confraternizam-se uns com os outros, até mesmo com o sempre excluído da vida das pessoas. E vindo pelo saguão Diogo vê Jack Bauer em toda a sua glória. Muito bem vestido, de terno, como nos tempos de diretor da CTU. Ao passar pela porta giratória, Diogo esquece toda a sua timidez e vergonha e grita eufórico "DROP THE GUN! JACK!" apontando para Jack fazendo de sua mão uma arma. Diogo treme, suas pernas vacilam... ali, a sua frente está ele, salvador do mundo, deus entre os homens. Ele incrivelmente sorri fitando Diogo e sai a distribuir autógrafos sem conta. Ele agradece um por um olhando nos olhos da pessoa, num gesto de fazer Lenny Kravitz se diminuir até desaparecer, ele se mostra paciente, mesmo estando atrasado para um compromisso. Diogo está do outro lado do carro e quando Jack chega à porta do carro, começa a pegar papéis das pessoas que estão ao lado do Diogo para autografar também. Diogo aproveita e pega na mão de Jack e diz "I'm not gay! But I love you! I Love you!" e Jack da uma sonora risada. Ainda segunrando a mão de Jack, Diogo diz "You done a great job on 24! Keep the world safe Kiefer!" e ele com aquele vozeirão olhando diretamente pra um esbasbacado menino agradece "Thank you very much!". Mais alguns agradecimentos e enfim diz que sente muito mas está atrasado para um compromisso. Sorri para todos e acena com as duas mãos. Vai-se o grande herói que, além de muito solícito, é cheiroso. A partir de hoje, quando ver 24 Horas ou qualquer filme de Kiefer Sutherland, Diogo vai lembrar daqueles breves segundos de alegria, segundos esses que fazem valer a pena viver essa vida de merda. Os carros vão, as pessoas vão e Diogo vai... querendo compartilhar o momento com alguém. Mas tem coisas, que nem mesmo Jack Bauer pode fazer acontecer.
Escrito por Diogo Bulldog às 23h04
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Ridicularidades Poéticas
No corpo gasolina, fogo no isqueiro. Canção natalina, fogo no pinheiro.
Bala na testa, parede bem vermelha, Cheiro de festa, Menino sem orelha.
Um câncer no pulmão, no fígado uma cirrose. Palpitante o coração, morreu de sarcoidose.
Cadeira-Elétrica, Fogueira de São João. Fita-métrica, Pega Ladrão.
Canibalsimo gostoso, estupro e sodomia. Cérebro bem cremoso, e Trem da Alegria.
Dedo na tomada, seja sagaz. Unha encravada, Câmara de gás.
Ainda bem que eu morri, Inadvertidamente nessa vida. Depois que eu segui, Seus passos na corrida.
Gosto de Brutalidade, Detesto Violência. Amo a Crueldade, Odeio a Convivência.
Chupa a cabra, morde o picolé. Abracadabra, frieira no pé.
Preso nas ferragens, desejou morrer. Moído na engrenagem, perguntou porque?
No pulso a gillete, bundinha de neném. Lá vai a mobilete, pilotada por ninguém.
Explosão nuclear, muita inanição. Juntos a dançar, cheios de paixão.
Leite no peito, suor na virilha. Político eleito, Chefe de quadrilha.
Sem mais o que pensar, se masturbou de montão. Foi com muito pesar, que ele gozou no chão.
Escrito por Diogo Bulldog às 02h39
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O Outro Filho Parte I
Era triste e penoso ele estar ali naquela casa, esta aconchegante não entenda mal. A lareira queimando, afastando o frio rigoroso do inverno, o cheio do chá quentinho na chaleira... o aroma de ervas na manteiga derretida na frigideira com um súbito chiado de ovos batidos ali derramados. A voz do pai já velho, trazendo consigo uma presença forte e respeitosa, mas também benevolente e acolhedora. Como era então triste e penoso estar ali? No canto da casa desde que nasceu, o pobre Diogo apenas acompanhava o dia a dia dos afazeres do pai e deu seu filho predileto que era mais novo do que ele. Apesar de toda a amargura e do abandono, ele nunca chorou, nunca reclamou, mas estava sempre ali sem ser notado, no canto da casa. Diogo amava a bela menina que algumas vezes ia comprar algumas coisas na casa. Era tão linda e tão meiga aquela adorável lourinha de bochechas rodadas. Salientando sua beleza já sobrenatural, além das bordas de mel ao redor das pupíla de seus olhos verdes, na pontinha de cada maçã do rosto, uma leve pintinha. "Olá minha doce Katee, qual você irá levar hoje?" perguntava seu velho pai à linda menina. Kathryn Ann era uma deusa entre os homens, uma musa inspiradora e ele, desgraçado como só, nunca se levantou para falar com ela, nem para chamá-la pelo carinhoso apelido... "Katee." ele pensava. Ela estava sempre a se divertir com o outro filho do velho homem e sempre demostrou muito afeto por ele. Brincavam na rua e ia comprar flores juntos. De dentro da casa, Diogo ouvia seus cantos, suas risadas e suas palavras de carinho. Se corroía então em ódio, inveja e desespero... isso tudo ali, no canto esquecido da casa.
Não havia, dentro do que ele compreendia, diferença entre ele e o outro filho do velho. Eram quase idênticos! Diogo talvez fosse um pouco mais sem graça e sem vida, mas ainda assim semelhante. Não entendia portanto a diferença de tratamento. Porque seu velho pai não lhe dirigia palavra? Porque tinha que ficar ali no canto da casa e ver Katee adentrar feliz com o outro e nem sequer lhe lançar um olhar? Não via honestidade no irmão, se é que se podia chamá-lo assim, não conseguia enxegar nele um bom menino pois sempre o via se enveradar por pequenos problemas e mal criações. O pai vendava-se para isso enxergando naquele pequeno traquinas seu futuro. Diogo percebia então que o velho não o queria e não via nele, furuto, por isso vivia abandonado naquele canto escuro e frio da casa. Mas nem tudo era escuridão porém. As visitas de Katee foram se tornando mais e mais frequentes, levando luz e paz para a casa e para o coração do abandonado. Estava sempre linda e bem vestida, parecia não falar, apenas cantar, dançar e não andar. Chorava por dentro por não poder dizer o quanto a amava, ou tocar em deleite, a sua pele alva. O outro tudo isso fazia e Katee correspondia, dizendo sempre que esperaria o dia em que ele se tornasse um menino.
Um dia nebuloso porém veio em que o outro filho se colocou em encrencas e sumiu. Notícias desencontradas chegavam a todo instante, mas nunca eram boas. Diogo não se surpreendia pelas más notícias, estas sempre dizendo que o fugitivo tinha se engraçado com companias duvidosas e que se enveredara em negócios escusos. Ria-se por dentro o pobre abandonado no canto da casa, mas chorava à noite penalizado pela dor do velho pai. Este deprimido, parou com seus afazeres e se trancou em casa por um tempo, isso significou um período em que Diogo não pôde ver Katee, apenas ouví-la quando passava pela rua a lamentar-se pelo desaparecido. Mas o dia mais negro ainda estava por vir quando seu velho pai se colocou numa busca desesperado pelo filho fugitivo. Agora, mais sozinho do que nunca, Diogo estava desejando desaparecer, sua existência estava se mostrando um verdadeiro desperdício, sua passagem pelo mundo seria uma chacota, uma derrota... um fracasso total. Rezou então com todas as forças, mesmo ali, no canto da casa, jogado e abandonado, ele rezou fervorosamente como nunca antes... foram dias e dias a rezar até que se sentisse abandonado também, por Deus. Passou então a pedir ajuda à escuridão e ao mal. Não muito tempo depois de começar, Legião se mostrou entre as sombras e perguntou incrédulo "Não sei que feitiçaria te assolou, mas pensante, me digas o que queres, vejo virtude em sua alma e a desejo em minha legião.". Diogo não conseguia nem tremer de medo, mas desejou poder dali sair livre e ir atrás do velho pai. "Livra-te de seu fardo, trago vida ao seu coração. A lábia do bom bardo, muitos trazem à Legião." disse o demônio em um coro gutural de duas mil vozes. "Lembre-se, seu destino está ligado ao meu, assim como o meu ao seu.". Com esse novo sopro de vida, Diogo colocou-se de pé e caiu na estrada. Não antes, foi ter com Katee.
Escrito por Diogo Bulldog às 23h55
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O Outro Filho Parte II
Encontrou-a passeando e colhendo pêras na beira do lago e lá, ele caiu de joelhos a chorar. Jamais teria imaginado ver tal cena. Uma aura de luz maravilhosa, refletia na pele dela, com um dourado fulgurante nos cabelos. A luz do sol ressaltavam seus olhos verdes coroados de mel e suas pintinhas nas maçãs do rosto. Diogo agradeceu a Legião em prece fervorosa e foi falar com ela. "Kathryn Ann, mais bela do que se pode dizer a língua dos homens. Amo-te em segredo desde tempos esquecidos. Não me conheçe, mas eu a conheço. Parto em busca de meu pai perdido e de seu outro filho, e quando findada essa missão, terei talvez tempo maior para expressar meu amor e minha gratidão por coexistir com você." disse e pegou-a nas mãos "Eu a amo mais do que alguém poderia amar outra pessoa nesse mundo." e partiu em disparada. Katee ficou paralizada, jamais tinha ouvido tais palavras que foram proferidas com uma ternura e paixão desconhecidas para ela até então. Ali, amou Diogo com todo o seu coração... mas ainda deveria esperar ele virar de fato, um menino.
Diogo foi atrás do pai com apetite de um leão. Visitou vilas, cidades e fazendas. Colheu inúmeras informações e pistas. Foi tão longe, que chegou até o mar. Ficou bestificado com a quantidade de água e com a fúria e o comportamento nada amistosodo oceano, pois nunca o tinha visto. Descobriu que seu pai partira em direção ao horizonte a alguns dias e que fora devorado por um ser de proporções épicas. Diogo roubou um barco pesqueiro e se embrenhou mar adentro na esperança de caçar tal monstro bestial. Na terceira noite então, sob a luz da lua, viu olhos descomunais brilhando a uns 200 metros do barco. Içou as velas e aproveitando o vento foi de encontro à fera. A luta durou mais de 4 meses e todos os oceanos da Terra foram visitados. Por onde passou a batalha, o mar recuou, tamanha era a brutalidade da luta. Diogo ao ir de encontro, naquela noite de lua, com aquele enorme monstro selou seu destino com Legião que aparecendo ao seu lado disse "Avante vamos nós, pois lá está Leviatã e nesse embate o destino das hostes infernais!". Passados então os 4 meses mencionados, na costa de seu país natal, Diogo jazia já sem forças e em frangalhos. Ao seu lado Legião também fraco e machucado, porém vitorioso. Leviatã jazia, preso na grande muralha de pedra. "Então diz-me," disse Legião e suas 2 mil vozes "quem devo libertar do ventre de Leviatã?". "Meu velho pai e seu filho." disse Diogo ofegante. "Assim será. Todas as outras pessoas, se juntarão a Legião."
Tanto o velho pai quanto o filho predileto, dormiram alguns dias enquanto corria a lenda de que o filho salvara o pai de dentro do ventre de um enorme tubarão, conhecido como "Átila dos Peixes". Diogo tinha voltado para o canto da casa pois desejava fazer uma surpresa para o velho pai. Porém o outro filho acorda primeiro e na cozinha se senta. Uma luz maravilhosa aparece, Diogo pensa tratar-se de Katee, mas se repara ser uma bela fada que diz "Pinóquio, você se tornou um verdadeiro herói, um garoto justo, corajoso e bondoso. A partir de agora, será um menino.". E o filho da puta simplesmente virou um menino de verdade!!! Diogo se levantou para reclamar mas nessa hora entra Katee na casa. A fada vê Diogo indo em direção a ela e o repele. "Ela é minha, eu a amo acima de todas as outras coisas!!!" ele grita. Pinóquio nada entende. A fada desgraçada levanta a vara de condão e diz furiosa "Você entregou sua alma ao mal, merece uma morte dolorosa, seu boneco mal feito filho da puta!"... e lança uma praga de cupins em Diogo. Pinóquio ri, a fada se vangloria... Katee tenta desesperadamente tirar os cupins de Diogo, dizendo que o ama e que o amará até a eternidade. Diogo toca o rosto dela e chora... em seu último suspiro diz "Me juntarei a Legião, mas mesmo lá, a amarei, talvez Deus me perdoe por isso e eu a veja no dia do juízo final.". Foi então, totalmente carcomido pelos cupins. Gepeto acorda com a algazarra e ouve a história. Nunca se perdoou pelo que aconteceu, se matando enforcado algumas semanas depois. Pinóquio teve uma overdose de ópio e morreu na sarjeta nos anos que se seguiram. Katee teve a vida mais errada possível, esperando ir pro inferno na esperança de lá, casar-se com Legião, onde agora se encontrva seu amado.
ps.: Para melhor visualização da personagem Kathryn Ann, a.k.a. Katee http://img502.imageshack.us/img502/9455/kateely0.jpg
Escrito por Diogo Bulldog às 23h52
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Abandonado no Século 16
Era o século 16 e lá estava nas ruas da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, um pobre, puído e enlameado menino. Vagava entre as pessoas, em sua maioria portugueses escravocratas e índios. Ninguém gostava dele porque ele não parecia nem português e nem índio, nem negro e nem porra nenhuma. Naquela época ainda não rolava um mesticismo desenfreado do tipo 13% europeu, 30%africano, 10% índio, 24% esquimó e 23% nazista e essas coisas. Todas as raças eram bem independentes, talvez por isso todo mundo era igual, só o coitado do menino que era diferente. Talvez ele tenha sido cagado no mundo. Mas a verdade estava por vir ainda. Mal sabia o menino, prestes a completar 28, que na verdade ele fora abandonado por uma família do futuro muito distante que, para encobrir seu nascimento, viajou no tempo e deixou o pobre desgraçado no Brasil na época já citada. Em seu cérebro no entanto, havia um chip que deveria liberar um aprendizado muito valioso... e isso aconteceria no seu aniversário de 28 anos.
Mem de Sá estava muito puto com os franceses e queria expulsá-los do Brasil. Esses franceses, pessoal boa gente e de fino trato, estava em conluio com os Tamoios, índios guerreiros e canibais, como todo bom índio deve ser. Isso emputecia ainda mais Mem de Sá, porque estava tornando a parada mais difícil pra ele. Mas com o passar do tempo, ele foi, desgraçadamente, minando as forças francesas que ficaram desmotivadas pra continuar lutando. Alguns ficaram tão tristes, que se casaram com índios em relações homossexuais que terminavam numa orgia de carne humana com mijo e bosta. Outros resolveram desertar para a morte, porque desertar simplesmente significava virar um português e isso era muito doloroso. Mas um frances desgraçado, amante da corte portuguesa desertou de verdade, traindo a Mãe França com todo o fervor, seu nome era Jean de Coynta. Ele disse tudo o que os franceses estavam planejando e isso ajudou Mem de Sá e seu sobrinho Estácio.
Mas oq eu ninguém sabia era que naquele dia mesmo, Diogo fazia 28 anos. Andando na rua como um filho da puta, de repente ele teve a clara idéia de seu propósito no mundo, ajudar os franceses a expulsar os portugueses dessa porcaria de terra do caralho. E lá seu foi o menino ainda sujo, mas com a idéia clara como a água da Baía de Guanabara. Não entendeu nada quando se deparou com o esconderijo secreto dos franceses, por ser secreto, ninguém sabia onde ficava, mas Diogo foi direto ao ponto. Por isso foi recebido com festa e alegria porque dizia a profecia que "O menino que achar o esconderijo secreto, será o salvador do povo Anacleto.". Ninguém nunca entendeu o porquê do Anacleto no final, talvez fosse para rimar ou talvez todo o povo francês tivese como antepassado comum um cara chamado Anacleto. Enfim, o menino chegou e logo perguntaram seu nome. Diogo malandro de rua, sabia que era perigoso dar o nome verdadeiro, então disse o apelido que tinha ganho nas ruas. "Menino Mendigo!" disse em voz alta. Os franceses olharam uns para os outros tentando entender o que Diogo tinha dito e então em uma explosão de alegria, carregaram o menino nos ombros gritando fervorosamente "Mendinguê Meninê!" e a partir dali, o malfadado menino era conhecido assim.
Mem de Sá e seu sobrinho estavam no encalço dos fraceses, mas não tinham a menor idéia de que eles tinham uma arma secreta, uma entidade que viria a mudar o curso da guerra. Jean de Coynta havia sido preso pelos franceses naquela época e torturado até a morte pelo maior terror vivo na época, Jacques Bauer. Foram noites de berros, facadas no joelho, unhas arrancadas e scat. Morreu sem dizer nada porém. Mas isso pouco importa, pois a entidade que mudaria o curso dos acontecimentos chegara. A arma maior dessa entidade, eram os novos ideais que ela pregava. Tal qual um messias, Mendinguê Meninê ia pregando e por onde passava, franceses se auto-mutilavam por ele. Passados alguns anos, alguns entraves mostraram para Mem de Sá que os franceses não iriam ceder. A antiga vila já era então, um cidade, estatus necessário para angariar fundos e fortificar os portugueses contra os franceses. No esconderijo secreto no entanto, Mendinguê Meninê ia fazer seu último discurso.
"Amigos e amigas francesas. Vocês me deram sexo, drogas e teatro. Aqui achei minha esposa de ruiva beleza. Morreu, uma pena, em minhas mãos, quando pediu que eu a sufocasse durante nossa sessão de sexo selvagem e brutal que religiosamente seguíamos nas sexta-feiras a noite. Tenho portanto uma mensagem que mudará os rumos do mundo conhecido e dará a vocês..." nessa hora pausou para se vangloriar e levantando as mão ao céu com uma marreta gritou MUITO alto "A VITÓRIA!" nessa hora caíram trovões. Todos se ajoelharam pois acharam estar diante do deus Thor, mas ao perceberem a fumaça e o cheiro de churrasco, se deram conta de que Mendinguê Meninê tinha funcionado como um pára-raio, que nem mesmo existia naquela época. Tomados de pavor, foram ver se o pseudo-Thor ainda vivia. Sim, ele vivia, mas estava prestes a morrer ali mesmo. Então, Jacques Bauer se ajoelhou e pegou o carbonizado menino pedindo gentilmente "Qual a mensagem mestre?". Sôfrego, Mendinguê Meninê respirou e disse a primeira mensagem. "A liberdade é azul..." respirou fundo de novo "A Igualdade é branca!"... tossiu e olhou para o céu limpo, tentando entender de onde veio aquele maldito trovão. "A Fraternidade é vermelha..." e morreu. Os franceses se colocaram em seus navios e fugiram para a França, rogando pragas para que O Messias apodrecesse no inferno. Eles achavam que Diogo diria alguma fórmula para derrotar os portugueses, mas o que falou foi um monte de bobagens e cores. Já na França se colocaram a divulgar a bizarra história que culminaria, séculos depois, na ascensão de Napoleão Bonaparte e sua Revolução Francesa, sem, claro, que Mendinguê Meninê fosse sequer lembrado.
Mem de Sá levou toda a glória por ter expulsado os franceses, ainda que Estácio de Sá, seu sobrinho, tenha morrido devido a uma flechada. Tudo o que contam nos livros de história é uma mentira. Se tivesse sobrevivido, Mendinguê Meninê poderia ter explicado a mensagem e os portugueses pereceriam. Talvez assim em 1979, quando um menino ouvisse, dentro da barriga da mãe, um país chamado Brésil ao invés de Brasil, não tivesse este tentado o suicídio com o cordão umbilical.
Escrito por Diogo Bulldog às 00h54
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Day by Day
Há muitas coisas que acontecem na vida do Menino Mendigo, além das suas histórias de fracasso, solidão, dor, ódio, desilusão, depressão, doença, morte, pus, necrose, amputação, câncer, cadeira-elétrica, cemitério, fratura exposta, lepra, desemprego, brasiliedade, perdas e afins, muito do que acontece no dia a dia de sua vida não vem ao conhecimento do público. Eis que agora, em rápidas linhas, veremos o que acontece nos dias da vida do Menino entre um acontecimento bombástico e outro.
Naquela noite de verão, todos pegaram mulher, mas lá estava o pobre menino sendo somente um ele mesmo solitário. Naquela mesma noite todos descobriram estar amando e ficaram felizes... e lá o menino a todos odiando. Pegar, descrobrir e ficar. Diogo pegou... uma doença. Diogo descobriu... que ia morrer jovem. Diogo ficou... extremamente triste.
POW! Errou ela.
POW! Errou ele.
POW! Acertou o Diogo.
"Perdi!" gritou um rapaz... "Perdi R$1,00!". "Perdi! Perdi a novela!" disse um outro. "Perdi..." disse o pobre menino... "Perdi a minha vida." e foi atropelado pelo trem.
Diogo viu um cara com tapa-olho feliz, pois uma mulher o amava. Diogo viu um cara sem perna feliz, pois uma mulher o amava. Diogo tinha todos os membros do corpo intacto, mas ninguém o amava.
Lá estava Diogo junto da multidão esperando o seu momento de tentar desatar o famoso Nó Górdio e tomar a Ásia pra si. Interiormente ele pensava "Vou sacar a espada e cortar o nó e ser feliz.". Eis que na sua frente um filho da puta saca uma espada e corta o nó e é declarado o imperador da Ásia. Diogo cai de joelhos no chão tremendo e balbuciando loucamente "NO! Deus! NO GOD! NOOOOOO!!!!". Na língua de Alexandre o Grande, isso se traduzia como "Por favor! Me mate! Me mate! Por favor!". E então, Alexandre, achando que o menino entregava sua vida em sacrifício, decepou-lhe a cabeça.
Ele se declarou pra ela, dizendo "Eu te amo acima de todas as outras coisas!". Outro cara então chegapra ela e diz "É, tipo, sei lá... eu gosto de você sim.". Ela abraça o último e o beija com paixão. Diogo, ferido de morte pergunta..."Por que?". Ela responde secamente "Sexo com ele é muito melhor do que com você. Fora que ele é mais bonito e bem sucedido na vida.", e se foi para uma noite de sexo selvagem. Diogo mumificou-se ali na beira da praia e chorou enquanto caia a chuva.
Homens de bem chegaram ao topo do Everest. Homens de sucesso, chegaram ao profundo oceano. Homens que tinham mulheres que os amavam chegaram ao Pólo Sul. Homens, ainda eles, que tinham muito dinheiro chegaram ao Pólo Norte. Outras conquistas foram feitas por homens que mudaram o mundo. Diogo também chegou a algum lugar inóspito, o Fundo do Poço.
"Hey, menino! O que está acontecendo?" ela perguntou preocupada. "Estou morrendo..." ele responde sôfrego. Ela o olha com desdém e fala de forma ríspida "Que bom, pior é se você estivesse vivendo."
O médico disse que Diogo tinha 2 semanas de vida devido a uma doença fatal. Na saída do hospital, triste, Diogo vê a mulher de sua vida. Eles se beijam ali mesmo e ela o leva pra conhecer seu pai que trabalha no hospital. "Papai, esse é o Diogo, amor da minha vida." ela diz com voz tenra e adorável. O pai dela espantado sussura no seu ouvido "Mas ele só tem 2 semanas de vida.". Ela vira um tapa na cara do menino e grita "Está tudo acabado entre nós!!!" e Diogo morreu ali mesmo.
O desgraçado menino tentou... e perdeu. Tentou de novo e perdeu. Mais uma vez tentou e mais uma vez perdeu. Um homem que passava na rua, intrigado, também tentou... e ganhou.
Foi beijar a menina e ela sai correndo. Triste, tentou beijar, pasmem, um menino que se colocou a correr. Um cão morreu ao tentar ser beijado. Morto no chão, tentou ser beijado de novo, criou vida e saiu em disparada. Em casa o espelho se quebrou, quando viu a boca do menino se aproximando. O mar se separou, tal qual na história de Moisés, quando estava prestes a ser beijado. Ajoelhado no chão, baixou a cabeça para beijar o chão e o planeta Terra se partiu em dois pedaços. Vagando no espaço se foi, na esperança de beijar as bordas do universo.
Diogo amou mais do que qualquer outro homem, mas Diogo odiou mais do que qualquer outro homem. Amou doce donzela de pele branquinha como a neve e lindos olhos azuis. Odiou a si mesmo e sua pele morena e seus olhos castanhos de fracassado filho da puta.
Na entrevista de emprego, haviam 30 pessoas. 29 conseguiram emprego. Na portaria do prédio, o menino falava aos prantos "NO! Deus! NO GOD! NOOOOOO!!!!" e Alexandre o Grande decepou sua cabeça.
Escrito por Diogo Bulldog às 02h35
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O Menino no Deserto
O fracassado menino acabara de resolver, "Morrerei de câncer de pele.". Tinha pego uma grana emprestada com os familiares para estudar fora. Teve que pedir na cara-de-pau mesmo porque ele, além de ser um fracassado retumbante, ainda era pobre e desgraçado. Ele tentou realmente estudar fora, mas todos os países negaram visto pra ele menos um, o Sudão. Desesperado pra sair do Brasil, aceitou o visto e foi pra lá. Já que ia pro Sudão, um lugar desértico, resolveu que lá, pegaria o câncer de pele. E aqui estamos depois de sobrevivermos à macabra guerra civil que rola naquele país.
Bom lembrar que antes de ir para o deserto, Diogo comeu várias prostitutas infectadas para se garantir de morrer. Nada de tiro na cabeça, nada de envenenamento ou pular do prédio, queria morrer de doença, em especial o câncer mencionado. Fez então todo o tipo de exame na barraca da Cruz Vermelha e disseram que ele estava infectado com várias paradas bizarras, inclusive cólera e tuberculose. Feliz, seguiu o menino entre os tiros, bombas e gente morta, crianças magrelas com moscas nos olhos e tudo aquilo que ele vira nas capas da National Geographic. Não que ele estivesse feliz com aquelas crianças, mas Diogo era tão ruim que não tinha mosca no olho e isso o deprimiu... mas não a ponto de tirar-lhe a parca felicidade de estar infectado. Parando no limite entre a cidade e o deserto, perguntou a um velho ancião, que na verdade era uma atração turística por ser o único ancião do país, já que a expectativa de vida lá era de 30 anos, se ele se importava de morrer. O ancião, cego por falta de vitamina e com a pele grudada no osso, porém sem moscas nos olhos, respondeu que não. E lá se foi o último Ancião do Sudão, porque Diogo o matou por nada e sem o menor sentido. Seguiu então para o Grande Deserto.
Seguindo sempre pro oeste, Diogo ia andando na areia fofa e absrudamente quente do lugar. Teve miragens iguais as de desenho animado, mas dizia não a elas. Procurava andar sempre na crista das dunas pra não pegar sombra nenhuma, afinal de contas, ele queria radiação no seu corpo. Mas em dado momento, uma luz brilhante chamou a sua atenção. Correndo até ela se deparou com a Lâmpada Mágica do Gênio. Era de ouro fulgurante, cheio de pedras preciosas e cheia de detalhes entalhados. Diogo sabia que era a Lâmpada Mágica do Gênio, mas se esqueceu de como tirá-lo de lá. Lógico que esqueceu, ele era burro pra caralho e nunca entendeu a história do Aladin e os 40 Anões, pois achava que tudo não passava de uma lorota contada por Robson Crusoé na Ilha da Fantasia. Porém notou que um dos lados da Lâmpada Mágica do Gênio estava sujo e esfregou para limpar. Eis que surge o Gênio Mágico da Lâmpada em todo o seu esplendor e glória. "Olá sou o Gênio, 3 desejos você tem." disse ele educado. "Eu sou o Diogo Seu Gênio, muito prazer. Meu primeiro desejo é que meus inimigos morram de forma agonizante e que sofram horas de horror com o bafo da morte no cangote." disse também educado, o pobre menino. No Brasil, seus inimigos bateram de carro e ficaram presos nas ferragens... outros tiveram pedra nos rins antes de terem um ataque cardíaco... outro viu a família morrer carbonizada e sofrendo horrores, se jogou também nas chamas. O Gênio era tão gente boa, que também matou todos aqueles que viriam a ser os inimigos do Menino se ele continuasse a viver.
O segundo pedido foi ainda mais devastador, Diogo desejou que todas as pessoas felizes do mundo sofressem tudo o que ele sofreu na vida. Abruptamente, as pessoas do mundo ficaram tristes e começaram a fracassar, perderam seus empregos, sua vida sexual se tornou nula... o simples fato de existir era uma dor profunda. Passaram a ser chacotados por aqueles que já eram filhos da puta antes. Muitos se mataram, outros se entregaram ao vício em antidepressivos, internados em hospícios foram aqueles que não aguentaram tamanha dor e sofrimento... porém, todos agora respeitavam o que Diogo os tinha dito, pois antes eles zombavam de sua condição de sofredor e depressivo, dizendo que ele era fraco, que tudo era uma grande cena para que os outros sentissem pena. Diogo mostrou o verdadeiro herói que era, pois passara 27 anos naquele horror e nunca sucumbira, não usava drogas e nem se afundava na bebida para escapar da dor, enfrentou tudo de frente, apesar de sempre fracassar, até mesmo quando resolveu morrer, foi heróico. Ouviu o clamor do mundo a Deus, ouviu o choro e a agonia das pessoas... se sentiu muito bem com tudo isso, agora todos eram iguais entre si. Cansado, Diogo resolveu voltar pra cidade pra ver se estava com câncer de pele.
Na barraca da Cruz Vermelha, fez alguns testes com médicos europeus muito tristes que estavam agora viciados em morfina para apaziguar as dores da vida... ficou constatado que ele não tinha nada. Riu, pois mais uma vez tinha fracassado. O objetivo não tinha sido alcançado mesmo que ele estivesse todo queimado pelo sol. Apesar de ter um monte de doenças em seu corpo, morrer delas o faria uma pessoa ainda mais infeliz. Olhou então com muito carinho para o gênio e enfim pediu. "Gênio, por favor, quero morrer de câncer de pele." disse e pela primeira vez na vida, teve algum sucesso.
Escrito por Diogo Bulldog às 00h54
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