Uma homenagem a Patrick Bateman
Tentei entender suas palavras enquanto gritava. Sentia de modo contundente, a fricção da serra nos ossos de sua perna, onde antes senti a carne macia, mas tensa. Amarrada na cama, as mãos roxas e inchadas, as costas arqueadas num movimento histérico, como a tentar aplacar a dor. - Por favor, pare! Eu não aguento mais! - eu tentava entender o que aqueles lábios descarnados diziam. O sangue se espalhava em jatos pelo quarto, o cheiro acre e ferroso me enchia as narinas e me deixava com um puta tesão, meu pau rijo desejando penetrar as entranhas daquela piranha a quem toda hora perguntava - Está gostando sua puta? Sua putinha escrota! - sentindo um forte desejo.
Pedacinhos de ossos caiam da perna serrada enquanto eu a puxava, rasgando os resto da carne que, por preguiça, não serrei. Com aquele toco, espanquei a cara da vagabunda, tentando sempre, mantê-la acordada, para que seus gritos me mantivessem sempre desejoso. Beijei-lhe a boca por diversas vezes, sentindo a ferida onde antes havia a língua, que a momentos atrás, arranquei com os dentes, juntamente com um pedaço de seus lábios, antes tão densos. Imaginar que a minutos atrás, estávamos conversando sobre trivialidades, ela me contando do namorado brocha, Diogo acho era o nome dele, e dizendo pra mim que sua mãe estava com câncer. Entediado deixei-a na sala um pouco, lendo uns quadrinhos do Sandman que tinha guardado no armário. Com tanta droga no corpo, ela não estava de modo algum destinada a me oferecer resistência e, voltando para a sala, sem ao menos fazer um pouco de sexo, comecei a beijá-la e posteriormente, arranquei sua língua e lábios.
Pego um martelo na minha caixa de ferramentes da Bosh e tomo um pouco de Matte, me refazendo do gozo que tive quando vi a perna batendo em seus rosto, espirrando esguichos de sangue e pedaços de ossos pela cama. Gozei sem ao menos tocar no meu pau, me lembrando dos diversos vídeos de travestis que tinha guardado no meu computador. Começo pelos dedos das mãos, esmigalhando um por um, tendo lampejos de tesão a cada grito, a cada gemido, cada tentativa de falar alguma coisa de modo gutural. Ri de ver a sua tentativa de gritar, com o sangue a inundar a boda deformada, parecia gorgolejar, espirrando em mim sangue espesso, aumentando meu deleite. Após os dedos, comecei a martelar furiosamente a cabeça. Já tendo gozado o suficiente e com os joelhos já trêmulos pelo exesso, golpeio sem parar. A cada martelada um espasmo sofrego, os intestinos tentando sair da cavidade aberta na barriga, a vagina, sem nenhuma razão, molhada e as mãos quebradas tremendo. Martelo até a cabeça virar um monte de osso e cérebro, como um carro com perda total. Pego todo aquele emaranhado e esfrego no peito, me deleitando com o toque macio que proporciona o seu cérebro na minha pele. Aumento um pouco o som, bebo um pouco de matte e gozo uma última vez.
Uma singela homenagem a essa personagem extraordinária do exelente livro "O Psicopata Americano" do escritor Bret Easton Elis, que é magistralmente escrito. Recomendo a todos.
Escrito por Diogo Bulldog às 09h40
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