A amarela linha, traçada ao chão,
barreira feral, separava viventes e mortos...
lá, ao lado de pulcrícoma jovem,
que despertou um futuro inexistente
na minha vida admoesta,
rogativo me encontrava.
Repreendido desde a vida o princípio,
criei a censura da felicidade
a bela jovem disso a lembrar-me, lá estava.
De charrua abriu-se para o orco a alma.
A estação lotada de ufanos jovens...
eram eles executivos, advogados,
juízes, empresários, gerentes
todos em seus ternos caros e elegantes,
egrégios na sociedade que os ampara
mas para comigo torna-se iracunda.
Como do trem, a que se traça após a amarela linha,
vai-se a vida sorrindo a todos, indo e vindo.
Homens, de amores pelas esposas,
felicidade ressoam a plenos pulmões.
Mulheres, de amores pelos esposos,
com carinho amainam, pois a elas dado o dom,
e sem, homem nenhum viveria.
Merencório me encolho em pejo demasiado,
com medo pungente de nunca tê-la,
em alma, comunhão amalgamada.
No que diz respeito a mim,
ato tal apenas invito, com sevo amor...
se for mister, uma arma em sua fronte.
Almejando-a, efuna o coração, a alma alteia...
Semoto ainda, tremo em vergonha e medo,
no imo desistir já pondero.
Mas inflado, o amor faz persistir.
Passos decididos, sem outra direção.
Porém mãos outras, as delas alcançam.
Beijo é dado no meu alcáçar!
Sem ele, infrugívero e já exânine,
a virar um passou dou a frente.
Entoando leve ledo péan,
ao do hino agraciado, a alma entrego.
Fulminado por grandes somas de volts,
ao Tártaro já se ia a alma minha...
não sem antes afoito, gritar maldições estultas,
dirigidas à assacalada donzela...
berrando esta antes de me vitimar, de vez...
o trem argênteo.